BIOECONOMIA E TURISMO
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- 4 de nov.
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Estamos há uma semana do evento mais aguardado do país em 2025: a COP 30! E a bioeconomia é um tema central e prioritário para o Brasil. O país planeja lançar um Plano Nacional de Bioeconomia durante o evento, que deve se concentrar em cinco pilares: florestas, agricultura regenerativa, biotecnologia e finanças sustentáveis.
E o que isso tem a ver com turismo e por que devemos estar atentos à pauta e seus desdobramentos nos próximos dias? A gente te explica!
A relação entre turismo e sustentabilidade vem ganhando novas camadas de complexidade à medida que pesquisadores, gestores e profissionais do setor buscam formas de aprimorar a gestão dos recursos naturais sem abrir mão do desenvolvimento econômico. Nesse contexto, surge um novo conceito: o Turismo Baseado em Bioeconomia, inserido em parâmetros que permitem enquadrar atividades turísticas dentro dessa lógica emergente.
O que é Turismo Baseado em Bioeconomia?
O turismo baseado em bioeconomia é entendido como um modelo que busca maximizar benefícios econômicos a partir do uso sustentável e de longo prazo de recursos renováveis e biológicos. Essa abordagem incentiva práticas que respeitam o ambiente natural, reduzem o desperdício e estimulam a valorização dos recursos naturais como base para um crescimento contínuo.
Parâmetros essenciais para esse tipo de turismo:
Para que uma atividade turística seja considerada dentro do escopo da bioeconomia, alguns elementos são fundamentais:
Localização: deve ocorrer principalmente em áreas rurais, com destaque para paisagens florestais ou de campo aberto.
Eficiência de recursos: o uso dos recursos naturais precisa ser estratégico, econômico e focado em reduzir desperdícios, garantindo sua renovabilidade.
Preferência por fontes renováveis: a prioridade deve ser sempre por recursos que possam ser regenerados.
Abordagem ecossistêmica: todas as ações devem considerar impactos econômicos, sociais e ambientais de maneira integrada, buscando um equilíbrio entre os três pilares.
Respeito aos limites ambientais: o desenvolvimento econômico não pode ultrapassar a capacidade de suporte dos ecossistemas.
Como isso se traduz na prática?
A incorporação da bioeconomia no turismo vai além de boas intenções e se manifesta em ações concretas, como:
Acomodação: incentivo a hospedagens de moradores locais, uso de materiais reciclados ou certificados e práticas de economia de água e energia.
Alimentação: valorização de produtos locais, orgânicos e com embalagens retornáveis.
Transporte: prioridade para meios de transporte de baixo ou zero carbono.
Atividades turísticas: realizadas em áreas rurais, respeitando a natureza e contribuindo para o desenvolvimento das comunidades.
Essas ações fazem com que o turismo se torne não apenas sustentável, mas também um agente de inovação e inclusão econômica.
Como o conceito se relaciona com outras formas de turismo?
O turismo baseado em bioeconomia está inserido dentro do guarda-chuva do turismo sustentável, mas possui uma estrutura de prioridades específica.
Enquanto o ecoturismo e o turismo rural têm forte ênfase nos impactos ambientais e sociais, especialmente junto às populações locais, a bioeconomia no turismo destaca a sinergia entre crescimento econômico e gestão eficiente dos recursos naturais. A dimensão social, embora presente, aparece sobretudo via apoio ao desenvolvimento comunitário.
Por que esse conceito é importante para o futuro do setor?
Ao integrar princípios da bioeconomia ao turismo, abre-se a possibilidade de criar destinos mais resilientes, inovadores e competitivos. Essa abordagem fortalece cadeias produtivas locais, promove boas práticas de conservação e estimula novos modelos de negócios sustentáveis.
Em um mundo onde a pressão sobre os recursos naturais é crescente, compreender e aplicar os fundamentos da bioeconomia no turismo é um passo estratégico para quem deseja construir um setor verdadeiramente transformador — capaz de gerar renda, preservar ecossistemas e melhorar a vida das comunidades.









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