As Tendências de Viagem para 2026: O “Por Quê” como Novo Ponto de Partida
- Sprint Dados
- 10 de nov.
- 2 min de leitura

O turismo global está entrando em uma nova fase: em vez de começar pelo “para onde”, cada vez mais viajantes começam pelo “por quê”. O relatório Hilton 2026 identifica que a motivação emocional e comportamental está se tornando o fator central de decisão — uma mudança que redefine planejamento, experiência e oferta turística
As 5 grandes tendências de viagem para 2026
1. Hushpitality: a busca pelo silêncio e pela calma
“Hushpitality” representa o desejo crescente por tranquilidade, introspecção e respiro da hiperconexão. O viajante de 2026 busca ambientes silenciosos, processos simplificados (como check-in digital) e momentos de descanso solo.
O que isso revela:
A viagem passa a ter um papel de “pausa mental”.
Processos automatizados e experiências menos sobrecarregadas ganham valor.
Dados de bem-estar (intenção de descanso, preferência por pouca interação, horários alternativos) tornam-se métricas úteis.
2. Home Comforts: o conforto de casa na bagagem
Viajantes querem levar consigo suas rotinas — itens familiares, hábitos alimentares, pets e até hobbies. Sentir-se “em casa” virou prioridade.
O que isso revela:
“Conforto” se torna um valor central na escolha de hospedagens.
Perfis baseados em estilo de vida (pet lovers, amantes de rotinas, viajantes com hobbies específicos) ganham relevância.
O comportamento de consumo cotidiano também passa a influenciar o turismo.
3. Generation Permutations: viagens multigeracionais e novas dinâmicas familiares
As famílias estão reorganizando como viajam. Crianças participam do planejamento, avós e netos viajam juntos sem os pais (“skip-gen trips”) e há uma busca crescente por momentos de desconexão de telas.
O que isso revela:
Produtos turísticos para múltiplas gerações são tendência.
Há demanda por experiências “para brincar juntos” e criar memórias.
A estrutura familiar é um driver direto de escolha — e merece segmentação própria.
4. Inheritourism: o turismo como legado familiar
Há uma forte influência das tradições familiares nas decisões de viagem. Muitas pessoas reproduzem padrões dos pais — os mesmos destinos, estilos de hospedagem e até marcas favoritas.
O que isso revela:
Fidelidade emocional e legado são mais importantes do que preço em muitos casos.
Destinos e marcas podem explorar narrativas geracionais.
Dados de repetição e histórico familiar tornam-se especialmente relevantes.
O relatório Hilton para 2026 deixa claro: o futuro das viagens é guiado pela motivação, não pelo destino. Entender o porquê do viajante abre novas possibilidades de personalização, relacionamento e inovação.
Para o setor de turismo — e especialmente para quem trabalha com dados — essa é uma oportunidade de ouro para repensar segmentações e construir ofertas mais relevantes, humanas e conectadas à realidade do viajante.









Comentários