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“Smart City” ou Cidade Inteligente: como alcançar esse conceito

Atualizado: 29 de jul. de 2023



Sabe aquela máxima que um destino turístico só é bom quando ele é bom para seus moradores? Pois, o conceito de “Smart City” (Cidade Inteligente, em tradução livre) é bem essa máxima, uma vez que pressupõe trazer facilidades aos moradores, para usufruir o melhor de sua cidade. Muitas vezes essas facilidades estão relacionadas a tecnologias.


Em uma smart city, as tecnologias dispostas proporcionam conexões que tornam o dia a dia do morador mais proveitoso e, por isso, mais bem-estar para ele. Vamos exemplificar. Suponhamos que o morador dessa cidade inteligente deseje emprestar uma bicicleta. A partir de um aplicativo, se consegue liberar a bicicleta e utilizar até chegar ao destino pretendido, podendo devolvê-la após o uso em qualquer outro ponto da cidade. Outro facilitador seria o monitoramento dos ônibus: horários de partidas e chegadas, lotação, o tempo que falta para chegar ao ponto em que se está, etc. Em relação à economia, pode-se ter conhecimento das possibilidades de trabalho e emprego; saber que loja, padaria, grife e restaurante abriram na cidade. Todas essas facilidades estariam conectadas, para que o morador da cidade inteligente tenha informações e dados de qualidade, em tempo real, na tela do seu smartphone, e coerente com a realidade em que vive.


Agora, imagine saber o horário de saída da fornada de pão da padaria do seu bairro? Ou reservar um menu do restaurante favorito? Ser informado o dia em que chegou uma coleção nova da loja de roupas do quarteirão de sua casa?


Para além do conceito de “Smart City”, hoje já existe o conceito de “Bairros Inteligentes” antes de se tornar uma cidade por si inteligente, ou seja, é preciso começar em pequenos espaços e aglomerados. Em escala reduzida, o bairro inteligente possui conectividade específica dele, fazendo uso de uma rede, seja por meio de aplicações ou outro meio que possa levar informações aos moradores, a fim de fomentar o comércio desse bairro, fazendo girar a economia local. Tudo isso para facilitar, melhorar a qualidade de vida e impulsionar a economia local.


Assim, com tecnologia uma cidade inteligente consegue monitorar todos os processos de seu dia a dia e passar as informações a cada um dos moradores que ali vivem; oferece facilidades a eles e aperfeiçoa a sua comodidade. Vale dizer que a smart city é um pressuposto para que a cidade seja um destino turístico inteligente, porque esses dois conceitos se complementam.



Conheça algumas curiosidades sobre a “Smart City” no Brasil e no mundo


O arquiteto e urbanista Jaime Lerner, quando assumiu pela primeira vez a Prefeitura de Curitiba, entre 1971 e 1974, começou a colocar em prática os fundamentos que hoje norteiam as cidades inteligentes (smart city). Lerner dizia que “a solução para as cidades está em apenas três medidas: usar menos carros, morar perto do trabalho e separar e reciclar o lixo”. Não é à toa que a capital do Paraná, de forma recorrente, sempre surge com destaque em rankings nacionais e internacionais de melhores cidades para se viver.


As smart cities têm a tecnologia como suporte estratégico para melhorar a infraestrutura da cidade e, principalmente, que seja auto sustentável com o uso de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC's), em função de elevar a qualidade de vida. Os estudos sobre esse pensamento foram iniciados na década de 90, com o propósito de cultuar o desenvolvimento urbano; sendo pensado desde as necessidades mais básicas como saneamento até às fontes de energia limpa. As suas características são: investimento no capital humano, social, educação e infraestrutura moderna de TIC's.


Exemplos de smart city pelo Mundo


Londres. Desde 2019 vem ganhando destaque pelo investimento na educação, sobretudo na escola de negócios. Uma das características que tem ajudado muito no desenvolvimento urbano é o projeto de construção de novas estações de trem na Europa. O “Cross Rail” vai inaugurar 10 novas linhas de trem que conectará entre si 30 estações de Londres.


Nova York. Destaca-se pela liderança de sua economia, do capital humano, tecnologia, planejamento urbano, mobilidade e alcance internacional.


Amsterdã. Tem investimento tecnológico financeiro, eficiência energética e cultural. O desenvolvimento de compartilhamento de bicicletas corresponde a 90% do meio de transporte da cidade.


Segundo a pesquisa feita por Mckinsey, estima-se que até 2025 as cidades inteligentes irão produzir 60% do Produto Interno Bruto (PIB) do mundo. Atualmente, Singapura é um modelo de smart city de referência, pela acessibilidade de moradia, bons empregos e por apresentar bom índice no serviço de saúde.


Você sabia?

A primeira cidade inteligente exclusiva no mundo será construída no Brasil. Será desenvolvida na cidade de São Gonçalo do Amarante (CE). A Smart City Laguna é um projeto da empresa Planet Smart City, que vai unir infraestrutura e planejamento ao espaço inteligente.


No Brasil, já foi entregue, no ano passado, uma certificação de cidade inteligente às seguintes cidades: Brasília (DF), Campo Grande (MG), Recife (PE), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), Angra dos Reis (RJ), Florianópolis (SC), Curitiba (PR), Rio Branco (AC) e Palmas (TO).


Por Ascom, SPRINT Dados

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