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Big Data potencializa pesquisa acadêmica sobre Dark Tourism




Aliar o conhecimento acadêmico com as informações extraídas em Big Data, para aperfeiçoar o tempo de execução de uma pesquisa, foi proposto pela pesquisadora Fernanda Furtado no trabalho acadêmico “Dark Tourism e Big Data: Análise da Relação entre motivações e experiências dos visitantes dos museus da loucura”.

A pesquisa, após apresentada como TCC e aprovada pela banca, foi apresentada no Encontro Internacional de Turismo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), ocorrido no período de 21 a 25 de agosto passado, em Natal, e contou com a orientação do professor da Universidade Federal do Maranhão, David Leonardo Bouças da Silva, e coorientação de Rayane Ruas, CEO da SPRINT Dados. Essa investigação demonstrou que o uso de Big Data agrega numa pesquisa acadêmica muito mais agilidade na coleta de dados e também amplia a variedade das informações a serem recolhidas.

Segundo Rayane Ruas, o uso de Big Data na pesquisa acadêmica para além de trazer agilidade ao processo de pesquisa pode ampliar os resultados gerados. “Acredito que o uso de Big Data na pesquisa acadêmica não vem eliminar o processo tradicional de pesquisa, mas vem, sim, agregar mais qualidade nos dados gerados da pesquisa. Ambos (pesquisa tradicional e Big Data) devem caminhar lado a lado”, ressalta.

A experiência de Dark Tourism e Big Data na visão do professor David Leonardo Bouças da Silva foi algo novo no processo de pesquisa e pode combinar uma ferramenta técnica poderosa com uma temática tão contemporânea que é o dark tourism. Ele lembra que existem algumas experiências de dark tourism interessantes pelo Brasil, só que ainda faltam elementos para estruturar esses espaços de visitação.

“Os resultados foram bons para entendermos o recorte de três experiências em três estados distintos, sobre dark tourism. Entender o que esses atrativos que têm boa imagem, boa avaliação, enquanto destino de dark tourism no Brasil e o que essas experiências agregam para a gente pensar em outras experiências no Brasil, então os resultados foram bem ricos relacionados a uma diversidade de temas”, relata.

Os atrativos pesquisados com o uso do Big Data foram: Museu do Holocausto (PR), Museu da Loucura (MG) e o Cemitério da Consolação (SP), que juntos representaram mais de 2.500 comentários a serem analisados. De acordo com o professor David Bouças, o contributo principal da pesquisa é olhar para esses atrativos bem avaliados em dark tourism no Brasil e perceber o eles podem ensinar.

A pesquisa mostrou ensinamentos relevantes do dark tourism no Brasil, a conhecer: reforços para importância da segurança nos atrativos; o agendamento das visitas e o guia para que as pessoas possam planejar as visitações sem que tenham excesso de pessoas no mesmo horário; conservação e limpeza dos espaços e da arquitetura envolvida, por exemplo, no Cemitério da Consolação (SP) os mausoléus são bem conservados e limpos; a importância da riqueza do acervo; e o caráter educativo que é o dark tourism, no sentido de que o turista reviva momentos históricos relacionados a dor e ao sofrimento, uma oportunidade de aprendizado para os visitantes; a qualidade da informação que tem vários aspectos relacionados, dentre eles o uso da tecnologia que contribui para a experiências nos atrativos pesquisados.

Por Ascom, Sprint Dados

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