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Desbravando a Amazônia: um tesouro natural e turístico


Parque Nacional da Amazônia, em Itaituba (PA)

No dia 5 de setembro celebramos o Dia da Amazônia, uma data que nos convida a refletir sobre a importância desse bioma extraordinário, suas contribuições vitais para o nosso planeta e a necessidade de sua preservação.


A Amazônia, muitas vezes chamada de "pulmão do mundo", abriga uma biodiversidade inigualável e desempenha um papel crucial na regulação do clima global. Dentro do bioma amazônico localiza-se a maior floresta tropical do planeta, que além do Brasil abrange mais 8 países (Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Venezuela e Suriname).


Por causa da biodiversidade e da grande área florestal preservada e seus atrativos, a Amazônia é um dos principais destinos turísticos do Brasil, tanto para brasileiros como para estrangeiros. Oferece experiências únicas de diversos tipos de turismo, como os que serão abordados aqui: o turismo de natureza e o turismo de base comunitária.


Quer saber mais sobre o assunto? Leia o artigo a seguir. Boa leitura!


Turismo na Amazônia


Não é de surpreender que a Amazônia seja um dos principais destinos turísticos do Brasil. As paisagens deslumbrantes, os rios majestosos e a rica cultura atraem viajantes de todas as partes do mundo. Para brasileiros e estrangeiros, a Amazônia oferece uma experiência única de conexão com a natureza em sua forma mais exuberante.


Cada vez mais turistas estão buscando destinos que adotam práticas de turismo sustentável e que estejam comprometidos com a preservação ambiental. Essa tendência de crescimento, estimada em cerca de 3% ao ano pela Sociedade Internacional de Ecoturismo (TIES), demonstra o aumento da conscientização global sobre a importância da proteção do meio ambiente e da promoção de práticas de turismo responsável.


No contexto da Amazônia, comunidades indígenas e ribeirinhas estão se adaptando a essa tendência e estão se voltando para o turismo sustentável como uma maneira de atrair visitantes, gerar renda e, ao mesmo tempo, contribuir para a conservação de seu território e de suas culturas.


Essa abordagem favorece tanto os visitantes, que podem vivenciar experiências autênticas e conscientes, quanto as comunidades locais, que podem se beneficiar economicamente sem comprometer a preservação ambiental e cultural de seus territórios. A Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece os benefícios desses projetos turísticos administrados de forma sustentáveis.





Dados sobre o turismo na Região Amazônica


Segundo dados do Ministério do Turismo, no ano de 2019, antes da pandemia, a região amazônica recebeu o maior número de visitantes já registrado.


O estado que recebeu mais turistas naquele ano foi o Amazonas, e o ecoturismo foi a atração preferida de quase 70% dos 36 mil turistas, em sua maioria norte-americanos e venezuelanos. Já o Amapá foi visitado por 33 mil turistas, principalmente americanos e franceses. A capital Macapá tem atrações como o Marco Zero, onde passa a linha imaginária do Equador, e o Forte de São José.


O estado do Acre recebeu em 2019 mais de 30 mil turistas, principalmente peruanos e bolivianos. Já o Pará foi o destino de quase 29 mil turistas estrangeiros, a maioria da França e do Suriname. O estado tem atrações na capital Belém, como o Mercado do Ver-o-Peso, e várias praias fluviais, como Alter do Chão, em Santarém, às margens do Rio Tapajós.


Em Roraima, a maioria dos 14 mil turistas também veio de países vizinhos da fronteira: Venezuela e Guiana.


Em relação às motivações de viagem por parte dos turistas, o turismo de natureza é o segundo maior gerador das viagens de estrangeiros que desembarcam no Brasil a lazer. Em 2019, ele foi responsável por 16,3% do total de 6,6 milhões de visitantes recebidos nos destinos nacionais.


Apesar da preferência majoritária por destinos litorâneos, para determinados visitantes estrangeiros a exuberância da natureza e as possibilidades para o ecoturismo e aventura têm apelo mais forte. Essa escolha aflorou graças à adoção do visto eletrônico firmado pelo Brasil com quatro países em 2017. Destes, o segmento foi a principal motivação da viagem ao Brasil para japoneses (72,8%), australianos (60,6%) e canadenses (42,8%). Para os norte-americanos foi a terceira opção, depois de sol e praia e cultura.


É interessante destacar que em 2021 o ecoturismo aparece como a segunda motivação mais forte para os turistas brasileiros viajarem. 25,6% dos turistas buscam o segmento de natureza, ecoturismo ou aventura. O mercado de ecoturismo, em todo o mundo, alcançou US$ 181,1 bilhões em 2019, com uma previsão de crescimento para US$ 333,8 bilhões até 2027.


Dos viajantes globais, 81% consideraram importante realizar viagens mais sustentáveis em 2022. Se levar em consideração o recorte de gerações, esse número é maior quanto mais novo for o turista (56% da geração Z, 51% dos millennials, 49% da geração X e 46% dos baby boomers).


Entre os turistas brasileiros, 54% disseram buscar por acomodações ecológicas e 57% por práticas sustentáveis. Eles também são a quinta nacionalidade a se preocupar em deixar melhor os lugares para onde viajam, do que quando chegaram (72%), e 7 em cada 10 brasileiros estão atrás de experiências que representem a cultura local de onde visitam.


Turismo de natureza


Quando se fala em turismo de natureza, está-se considerando o ecoturismo e o turismo de aventura.

A Amazônia é uma das regiões mais ricas em biodiversidade do planeta. No entanto, a exploração desenfreada tem colocado em risco a preservação desse ecossistema tão importante. Em contrapartida, o ecoturismo surge como uma alternativa sustentável para conhecer e preservar a floresta.


O ecoturismo na Amazônia é uma maneira extraordinária de conhecer esse ecossistema único ao mesmo tempo em que se compromete com a preservação e o respeito pela cultura local. Os visitantes podem explorar a floresta tropical, observar animais selvagens em seu habitat natural e aprender com os guias locais sobre as práticas de conservação.


As atrações do turismo de natureza na Amazônia são: a observação de aves, caminhadas em trilhas, rafting e rapel, entre outras. Algumas das atrações mais populares incluem a Floresta Nacional do Tapajós, o Parque Nacional do Jaú e a Reserva Extrativista do Rio Jutaí.


Dados da pesquisa “Demanda do Turismo Rural” (2ª edição), elaborada pela SPRINT Dados, em parceria com o Ministério do Turismo (MTur) e da Rede Turismo Rural Consciente (TRC), apontou que o contato com a natureza impera nas preferências do turista brasileiro. Para 74% dos entrevistados a atividade mais buscada no meio rural é a contemplação da natureza.


Turismo de base comunitária


Artesanato da Amazônia.


Além do turismo de natureza, o turismo de base comunitária desempenha um papel crucial na Amazônia. Muitas comunidades indígenas e ribeirinhas abriram suas portas para visitantes, oferecendo uma visão autêntica de suas culturas e modos de vida. Os viajantes podem participar de experiências como a preparação de alimentos tradicionais, danças e rituais, além de comprar artesanato local.


Essa forma de turismo não apenas proporciona uma experiência única aos visitantes, mas também ajuda a fortalecer as economias locais, incentivando a conservação das tradições e da floresta tropical. Ao apoiar as comunidades indígenas e ribeirinhas, os viajantes estão contribuindo para a preservação de um modo de vida que está intrinsecamente ligado à Amazônia.


Alguns operadores turísticos oferecem visitas a aldeias indígenas, onde os visitantes podem aprender sobre a história e a cultura desses povos.


É apontado que 83% das pessoas da geração Z buscam e priorizam ações que promovam o bem coletivo, por isso preferem esse tipo de turismo.


Preservação ambiental


O desmatamento se tornou o grande vilão da Amazônia e, consequentemente, do planeta. Em razão das plantações de soja e da pecuária, a região vem perdendo boa parte de sua floresta original. Outro aspecto negativo é a extração ilegal de madeira, responsável pela destruição de diversas áreas da floresta.


Assim, muitas organizações nacionais e internacionais continuam chamando a atenção para esse fato e realizando campanhas para a sua preservação. Por isso, o Dia da Amazônia também atua na esfera da conscientização, tendo em vista que muitos brasileiros não conhecem os recursos naturais e o impacto dessa perda para a qualidade de vida.


A Conferência das Partes (COP) é um evento global crucial para discutir e tomar medidas sobre questões ambientais, incluindo a proteção da Amazônia. A COP 30, que será realizada em 2025 no Pará, é uma oportunidade importante para que os líderes mundiais reafirmem seu compromisso com a conservação da Amazônia e a redução do desmatamento.


A Amazônia é fundamental para o equilíbrio do nosso planeta, e a promoção do turismo sustentável na região desempenha um papel fundamental em sua preservação. Logo, à medida que celebramos o Dia da Amazônia, devemos lembrar que todos nós desempenhamos um papel na proteção desse tesouro natural e cultural. Ao escolhermos ser sustentáveis, podemos apoiar a conservação da Amazônia e garantir que as futuras gerações também possam apreciar sua beleza e importância incomparáveis.


Como podemos ver, o Dia da Amazônia traz uma importante reflexão sobre a preservação ambiental e a sustentabilidade. O seu negócio está alinhado com essa importante pauta?


Curiosidade


O Dia da Amazônia faz referência a 5 de setembro de 1850, dia em que o príncipe Dom Pedro II decretou a criação da Província do Amazonas, o atual Estado do Amazonas. A Lei nº 11.621, de 19 de dezembro de 2007, determinou essa data como o Dia da Amazônia.


Sugestões de lugares para visitar na Amazônia


A diversidade da Amazônia pode ser visitada pelos turistas em vários destinos. Confira alguns deles.



Planta Vitória Régia.



MONTE RORAIMA (RR). O Parque Nacional do Monte Roraima espera a visita de viajantes desbravadores. Lá, é possível fazer trilhas, banhar-se em piscinas naturais, observar aves e espécies de flores e vislumbrar uma paisagem montanhosa que faz o turista ver, do alto, a imensidão do bioma amazônico, a sumir no horizonte.


PARQUE ANAVILHANAS (AM). O Parque Nacional Anavilhanas foi criado com o objetivo de preservar o arquipélago fluvial de Anavilhanas e suas diversas formações florestais. Nele, o turista vai fazer passeios de barco em um dos maiores arquipélagos fluviais do mundo, além de realizar trilhas terrestres, banhar-se nas águas do rio Negro e conhecer comunidades tradicionais ribeirinhas.


PARNA DA AMAZÔNIA (PA). O Parque Nacional da Amazônia está localizado às margens do rio Tapajós e os turistas que escolherem esse destino vão imergir nas belezas do bioma e fazer trilhas sinalizadas no interior da floresta, onde podem avistar inúmeras espécies de aves. Também vai ser possível tomar banhos nas praias dos rios ou descansar em meio às boas energias e aos sons típicos da floresta. Você também vai encontrar hospedagens com características dos povos originários e mergulhar em experiências com as comunidades locais.



Por Ascom, SPRINT Dados

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